Me parece que o verbo mais correto seja dissolver. Consumir, talvez. É, estamos sendo consumidos. Senti isto neste final de semana, senti uma aura, um pesado manto cobrindo a mim e várias outras pessoas próximas. Estávamos sendo devorados pelo tempo. Penso... será mesmo ele a nos consumir? Me vem a mente a obsessão que se tem em calculá-lo, medi-lo, pesá-lo e guardá-lo em dois ponteiros e de que forma isso pode decepar nossa percepção.
Ora, num canto distante do período cretáceo, ou outro qualquer - minha ignorância não me permite afirmar qual seja - eis que vim encontrar um refúgio. Leio a bula de um poema, decifro a legenda de meu auto retrato, acomodado debaixo da asa de um pterodáctilo.
O tempo é um inimigo cruel, mas quem declarou a guerra fui eu.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Debaixo d'asa
De fora da casa de espelhos, dos discursos ensaboados e das falácias ruminantes; solitário reflito em mi menor.
Aqui eu posso andar de chinelinho.
Aqui eu posso andar de chinelinho.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Numa volta pelo corredor encontrei, por acaso, um velho conhecido que
há tempos eu não via. Eu não sabia que ele estava ali e fiquei surpreso
com este reencontro. Na verdade, o que mais me surpreendeu foi o fato
de ele viver ali ainda, daquele mesmo jeito, o cabelo desgrenhado e a
cara de abobado; o fato de ele ainda estar vivo, de alguma forma... sem
alimento, sem sustento e sem ar pra respirar.
Sorrimos e apertamos as mãos. E nesse apertar de mãos, compreendi que eu o alimentava sem saber, e que ele tinha de mim tudo que precisava pra continuar existindo até o momento em que eu o libertasse de novo, também sem saber. Era por isso que eu sentia tanta fome, aquele apetite atroz que me fazia querer devorar o mundo em três bocadas.
Acendi a luz do seu quarto há tanto abandonado e também meu corredor se iluminou. Com esta claridade repentina, meus olhos lacrimejaram um pouco. Tenho que me acostumar novamente, e lembrar para onde pretendia seguir.
"Todas as coisas tem que passar."
Sorrimos e apertamos as mãos. E nesse apertar de mãos, compreendi que eu o alimentava sem saber, e que ele tinha de mim tudo que precisava pra continuar existindo até o momento em que eu o libertasse de novo, também sem saber. Era por isso que eu sentia tanta fome, aquele apetite atroz que me fazia querer devorar o mundo em três bocadas.
Acendi a luz do seu quarto há tanto abandonado e também meu corredor se iluminou. Com esta claridade repentina, meus olhos lacrimejaram um pouco. Tenho que me acostumar novamente, e lembrar para onde pretendia seguir.
"Todas as coisas tem que passar."
Este é o jeito
Eu não sei como dizer.
Eu não posso mais brincar contigo.
Todas as coisas tem que passar, e tudo que vive nasceu para morrer.
Eu não posso mais brincar contigo.
Todas as coisas tem que passar, e tudo que vive nasceu para morrer.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
STARDUST WE ARE
STARDUST WE ARE
STARDUST WE ARE
STARDUST WE ARE
STARDUST WE ARE
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STARDUST WE ARE
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STARDUST WE ARE
STARDUST WE ARE
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Sobre caminhos e calmantes
Como é difícil se ouvir.
Eu tinha algo para contar, mas não sei como começar.
É sobre um segredo, sobre um sonho.
Eu tenho em mim a impressão de estar vivendo a deriva.
É algo sobre um caminho que me acalma, mas que não encontro sempre que quero.
Que sentido faz eu estar aqui, apto a fazer esta pergunta?
Há anos venho tentando - e de repente me assusta a densidade de falar em anos - venho tentando falar sobre isso que há em mim e que eu nunca consigo explicar.
Bom, deixo aqui declarada minha desistência, posto que não sei mais sobre o que ia falar.
Eu tinha algo para contar, mas não sei como começar.
É sobre um segredo, sobre um sonho.
Eu tenho em mim a impressão de estar vivendo a deriva.
É algo sobre um caminho que me acalma, mas que não encontro sempre que quero.
Que sentido faz eu estar aqui, apto a fazer esta pergunta?
Há anos venho tentando - e de repente me assusta a densidade de falar em anos - venho tentando falar sobre isso que há em mim e que eu nunca consigo explicar.
Bom, deixo aqui declarada minha desistência, posto que não sei mais sobre o que ia falar.
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